segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Fan Fic: Dentro de um filme 5º capítulo


Nenhuma boa ação fica impune


Depois que saímos da torre Stark, levaram Loki e eu sob custódia para o quartel-aeronave da S.H.I.E.L.D. Chegando lá me colocaram em uma cela e não soube o que fizeram com Loki. Passado algum tempo veio uma mulher que trouxe roupas limpas e que fez curativo em meu pulso, cuja aparência não era nada boa. Com certeza eu ficaria com uma cicatriz. Eu estava muito cansada, física e mentalmente. Depois de comer uma refeição oferecida por eles, caí no sono. O sono mais uma vez foi agitado, sonhei com as coisas que tinha testemunhado, sonhei com Phillip, com meu lar e, ao acordar, voltei a ficar preocupada.
Eu ainda era considerada uma ameaça, havia começado ajudando o Loki e, para completar, meus poderes poderiam despertar o interesse da S.H.I.E.L.D. Na manhã seguinte me levaram para uma sala toda de vidro e lá Natasha entrou. Eu não precisava ser vidente para saber o que iria acontecer, eu seria interrogada.
Natasha começou amigavelmente a me falar que se eu colaborasse e fosse honesta não haveria problemas. Comecei a ficar nervosa. Caso perguntassem sobre a minha “vidência”, eu provavelmente estaria encrencada, temi entrar em contradição. Natasha começou perguntando como eu havia chegado lá, e fez perguntas parecidas com as de Thor e Loki. Respondi a verdade: que eu não sabia. Contei sobre a floresta, a luz que vi, a queda livre e etc. Pediu que eu repetisse a história várias vezes, assim como perguntou também inúmeras vezes se eu não sabia quem tinha me enviado para lá e se eu já conhecia Loki. Respondi todas as perguntas com sinceridade. De fato, antes de chegar lá eu não conhecia pessoalmente o Loki, então respondi tudo com tranquilidade.
Perguntou sobre minha “mediunidade”. Repeti exatamente o que já tinha dito a Loki e Thor e ela pediu que eu explicasse. Expliquei que era como assistir um filme, eu via as coisas que iriam acontecer num futuro próximo e, às vezes, distante, mas que nem sempre era tão claro. Falei que, às vezes, via sobre pessoas que eu não conhecia pessoalmente, mas que eram relacionadas a pessoas que eu já conhecia. E que, às vezes, também não conseguia ver nada do futuro de algumas pessoas, que era algo que não podia controlar. Pediu que eu falasse algo sobre o futuro.
– Vejo vocês sendo considerados como heróis em noticiários. E vejo que agora vão se separar, mas que em um futuro não muito distante, ainda nebuloso, vocês terão que se reunir novamente. - respondi.
Ela não pareceu surpresa, sua expressão era indecifrável. Então ela finalmente perguntou por que eu havia dito a Loki que poderia ajudá-lo, porque eu havia me juntado a ele. Nessa hora soltei um suspiro, tinha que ser sincera, mas também tinha que ocultar parte da verdade. Dizer que era fã de Loki e que pensei que tudo aquilo era um sonho, não seria visto com bons olhos.
– Ao conhecer Loki e ver o que vi, pensei que podia tentar persuadi-lo. Evitar toda aquela situação. - respondi.
– Então porque não se juntou ao nosso lado desde o início? - perguntou com malícia.
– Eu não queria que o matassem. - respondi sinceramente.
– E por que não? Ele é um assassino! Causou tanta destruição! Porque queria protegê-lo? - respondeu ferozmente.
– Todo mundo tem marcas vermelhas em seu currículo, mas todos tem direito a uma segunda chance. - respondi ironicamente. - Tentei faze-lo mudar de ideia, como não consegui, o que restava era ajudar vocês. Antes disso não podia fazer nada. Não tenho superpoderes. - continuei.
Natasha não pareceu muito feliz com o que tinha dito, afinal ficou claro que eu sabia muito mais sobre ela do que podia imaginar. Talvez isso tenha a convencido definitivamente sobre minha “vidência”, mas também tinha deixado evidente que de certa forma eu simpatizava com Loki. Porém isso não tinha como esconder.
Alguém falou algo no comunicador dela, que a fez repentinamente se levantar e se retirar. Fiquei lá esperando. Estava cansada, aquela situação toda era estressante, e o interrogatório tinha sido longo. Fiquei repensando tudo que tinha dito e quando chegava à parte final do meu interrogatório sentia medo, não tinha ficado claro o motivo pelo qual eu ajudara Loki. Passado algum tempo ela retornou trazendo Thor.
– Foi feita uma investigação de suas digitais e DNA, que recolhemos dos talheres e copos com os quais comeu na sua cela. Você definitivamente não possui um registro em nosso planeta. Ainda não descobrimos como veio ou quem trouxe você até aqui. Thor acredita que talvez possa conseguir voltar ao seu mundo com a ajuda de Odin. Você pode partir para Asgard sob tutela de Thor ou permanecer aqui e ficar sob a tutela da S.H.I.E.L.D. Essas são suas opções. - disparou Natasha para mim.
Tentei digerir tudo o que tinha ouvido. Acreditava que essa loucura toda poderia ser uma realidade alternativa, que talvez tivesse outra “eu” nesse universo, mas eu estava enganada. O que tinha ficado claro é que eu não estava “livre”. Em ambas alternativas eu estaria sob custódia de alguém. Se eu ficasse, sabe-se lá como a S.H.I.E.L.D iria me utilizar, ou melhor, utilizar as habilidades que proclamei ter. Isso era uma cilada. Convenhamos, eu estava no lugar errado e tinha que voltar para casa, não tinha outra escolha.
– Eu preciso voltar para meu mundo. Eu escolho Thor. - respondi.
– Levarei você para Asgard, mas não posso garantir que retorne para seu mundo. E lá seus atos também serão avaliados por Odin. - avisou Thor.
– Eu não tenho escolha. - dei de ombros.
Levaram-me de volta para minha cela e lá fiquei mais alguns dias. Não sabia o que estava acontecendo, apenas podia imaginar. Lembrava, do filme, que eles levaram alguns dias para construir o “receptáculo”, onde colocariam o Tesserac, que Thor e Loki utilizariam para retornarem a Asgard. Então imaginei que a espera fosse isso. Nesse período pensei muito em Phillip. Sentia muita falta dele e me preocupava não ter a certeza de que conseguiria retornar, isso me tirava o sono. Passado esse tempo, finalmente vieram me retirar da cela e seguimos até o parque para a esperada partida.
Comecei a me despedir de todos, mesmo estando sob desconfiança de todos os Avengers. Foram bem amistosos na despedida. Ao me despedir de Tony não escapei de ouvir uma piadinha sobre minha roupa.
– Talvez desde o início você já estivesse devidamente vestida para esta visita a Asgard. - disse ironicamente ao me cumprimentar enquanto olhava para minha roupa e em seguida para Loki.
Para partir tinha pedido minha roupa de volta e devolveram-na limpa. Eu tinha entendido a indireta de Tony. Ele definitivamente não tinha acreditado em tudo o que eu havia dito. Parecia coincidência demais a fantasia. Na hora fiquei feliz de ter perdido a tiara. Sorri sarcasticamente e não tentei me explicar, mas não pude me conter.
– Sabe Stark, você fique atento, às vezes o passado volta para nos assombrar. - falei ironicamente.
– O que você quer dizer? - perguntou.
– Que você deve ficar atento. Com a sua adorável arrogância, você fez muitas inimizades, também tome cuidado com amigas do passado. Elas podem não ser confiáveis. E por favor, tente não surtar com tudo isso que aconteceu aqui. – sorri sarcasticamente, então parei por aí. Tive medo de causar mais confusão em uma história na qual eu não estaria para consertar, mas isso só atiçou a curiosidade dele.
– O que você viu? Algo vai me acontecer? E... Eu sou arrogante? - perguntou ansioso.
– Não seja curioso demais. E sim, você é arrogante, mas é isso e sua inteligência que fazem você ser o meu Avenger preferido. - me esquivei. Ele apenas sorriu convencidamente.
Por fim me despedi dos demais, juntei-me a Thor e Loki e segurei nas mãos dos dois. Eles giraram o receptáculo do Tesseract e partimos. Em um piscar de olhos eu estava diante de Heimdall. Eu ainda não tinha retornado para casa. Eu estava em Asgard.

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