sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Boas ou más intenções?

Primeira parte: As boas intenções...

Um grupo de amigos e conhecidos meus, fãs de Harry Potter, resolveram se unir e criar uma equipe para a montagem de um áudio-book, intitulado "Projeto AudioBook", no qual seria produzido uma versão em áudio dos livros de J. K. Rowling. O projeto não possui qualquer fim lucrativo, sendo voltado aos deficientes visuais.

Desde o inicio de agosto a equipe vem juntando colaboradores e fazendo testes para a escolha das vozes dos personagens do primeiro livro do tão famoso bruxinho. Com a ajuda de voluntários e suas vozes parece que o primeiro livro começará a ser gravado antes do final do ano. Torço para que tudo ocorra bem, apesar das dificuldades...

Segunda Parte: As más intenções...

Infelizmente, nem tudo tem sido rosas para o projeto. A primeira pedra no caminho foi a tentativa frustrada de plágio de um outro grupo. E agora veio a pior de todas: a injusta acusação de pirataria.

Uma jornalista (sem querer ofender os jornalistas de verdade), chamada Gisela Anauate, acusou o grupo de pirataria em uma reportagem na Revista Época. Para a infelicidade e ignorância dela, a ideia do áudio-book não é pirataria. Não constitui crime traduções, reproduções literárias que não tenham fins lucrativos, quando voltadas a deficientes visuais. Neste caso a lei é bem clara, principalmente para "jornalistas que sabem ler":

"Lei 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998 sobre direitos autorais.
Alteração, atualização e consolidação da legislação.
Título terceiro, dos direitos do autor. Capítulo Quarto.
Das limitações aos direitos autorais. Artigo 46, Parágrafo primeiro, idem D.
Não constitui ofensa aos direitos autorais, a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento com qualquer suporte para esses destinatários."

Parte final: "Vamos celebrar a estupidez humana..."

Infelizmente no Brasil, há um verdadeiro analfabetismo das leis de nosso país por boa parte dos brasileiros. Este analfabetismo não escolhe classe, mas sim aqueles que não procuram saber e lutar por seus direitos.

É muito triste observar neste nosso planetinha que quem não tem algo de bom a oferecer aos outros, tente deturpar as intenções daqueles que se doam aos outros. Num mundo tão egoísta tal como o que vivemos, atitudes como dos voluntários do projeto, deveriam ser aplaudidas e não sujas com mentiras.

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